A Comissão Organizadora comunica o CANCELAMENTO do evento devido à suspensão das atividades presenciais na Universidade de Brasília. Agradecemos desde já a compreensão e a paciência de todes que haviam se programado com carinho para participar do evento. Esperamos poder reprogramar o encontro para quanto antes for possível.

 
 
 

III Summer School Archai 

 

XVII Seminário Internacional Archai

 

Novas Agendas para os Estudos Clássicos: Raça e Ecologia

 

Universidade de Brasília

16-20 março de 2020 

 

Formulário para inscrição gratuita (mas obrigatória) e Programação do evento

Local: Fundação Darcy Ribeiro (Beijodromo), Campus Darcy Ribeiro, UnB

 

Para informações, contatar o e-mail summer.school.archai@gmail.com

 

 

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Fresco depicting landscape, from Villa of Agrippa Postumus, Pompeii (UNESCO World Heritage List, 1997), Campania, 1st 

  

 

Após o sucesso das primeiras duas Summer Schools Archai nos anos de 2017 e 2018, a Cátedra UNESCO Archai da Universidade de Brasília tem o prazer de anunciar a realização desta Terceira Summer School Archai na cidade de Brasília. 

 

Trata-se de um evento científico de verão que articula ao mesmo tempo uma Escola de Verão Archai, isto é uma série de aulas ministradas sobre Novas Agendas para os Estudos Clássicos: Raça e Ecologia, e um Seminário Archai, isto é, sessões de apresentações de breves comunicações sobre pesquisas em andamento nas áreas de Estudos Clássicos.

 

O evento deseja oferecer um espaço que seja ao mesmo tempo de formação, debate, criação de redes de pesquisa e convivência num clima descontraído e produtivo.

 

As aulas da Escola serão ministradas pelo Prof. Tim Whitmarsh (University of Cambridge), em língua inglesa.

 

A III Summer School Archai: Novas Agendas para os Estudos Clássicos: Raça e Ecologia deseja, em linha com a trabalho da Cátedra UNESCO Archai:

  • Desenvolver e consolidar as estratégias para repensar os estudos interdisciplinares das antigas Grécia e Roma no século XXI.
  • Desenvolver novas ferramentas metodológicas para os estudos interdisciplinares das antigas Grécia e Roma no século XXI.
  • Aumentar a compreensão da história dos estudos clássicos, assim como das razões históricas pelas quais a área tomou a forma que ela hoje possui.
  • Desenvolver modelos colaborativos em num campo que historicamente tem sido dominado por estudiosos solitários.
  • Desenvolver uma nova comunidade global dos estudos clássicos, em um campo que historicamente tem sido dominado por estudiosos europeus e norte-americanos.
  • Examinar criticamente as maneiras pelas quais a erudição clássica tem historicamente promovido certas visões de gênero, raça, classe, religião e sexualidade.

 

Mais especificamente a Escola se concentrará em duas áreas de especial emergência na atualidade: 

 

1. Raça e nacionalismo. Os clássicos como disciplina surgiram numa época em que os Estados europeus encontravam-se altamente nacionalizados e, investindo fortemente em impérios estrangeiros. Até que ponto a disciplina ainda carrega em seu DNA os preconceitos daquela época? E será que novas estratégias disciplinares e novos ângulos de visão sobre o mundo antigo podem ajudar a reescrever esses códigos? Muita energia recente tem sido dedicada a explorar as formas pelas quais as narrativas da "civilização ocidental" (que tipicamente tomam a Grécia antiga como seu ponto de origem) sustentam ou menos o supremacismo branco, o nacionalismo e o irredentismo. Vamos adotar uma abordagem diferente, em busca, em vez disso, de quão 'racializadas' eram as coletividades construídas na Antiguidade, e até que ponto elas mapeiam ou não as narrativas modernas. Vamos focar em três áreas principais: o debate moderno sobre a policromia em estatuária antiga (e arte em geral); a função da diferenciação pela cor da pele na antiguidade (é algo mais complexo do que normalmente se pensa, e muda ao longo do tempo); e o papel da genética nos discursos sobre a "raça" grega.

 

2. Ecologia, animais, humanos. O mundo clássico tem sido frequentemente associado a uma visão de mundo estritamente humanista. “Um humano é a medida de todas as coisas", escreveu Protágoras famosamente; "um humano" foi a resposta ao enigma da Esfinge, a mesma resolvida por Édipo. A tradição clássica, além disso, tem sido associada desde o Iluminismo com um elevado racionalismo. O pós-humanismo moderno, pelo contrário, procura deslocar os humanos do centro moral, para realçar o deslocamento de fronteiras entre humanos e animais, e humanos e máquinas. Muito desse pensamento pós-humano tem sido desenvolvido a partir de um trabalho antropológico centrado no Brasil e/ou realizado por brasileiros: pode-se pensar na Metafísica Canibal de Eduardo Viveiros de Castro e em Além da Natureza e Cultura de Philippe Descola (e, na mesma linha, em How Forests Think de Eduardo Kohn, centrado no Equador). A erudição pós-humana muitas vezes pensa em si mesma como suplantando as ideias clássicas do humanismo. Mas, de fato, há muito a ganhar com a releitura de textos clássicos com o olhar pós-humano: pois muita literatura clássica se volta precisamente para a permeabilidade da fronteira entre humano e animal, e até humano e deus. Longe de reproduzir cegamente uma ideia do humano como única e distinta do resto da natureza, o pensamento clássico muitas vezes vê os seres humanos como completamente imersos nela.

 

  

Comissão Científica

 

Aldo Dinucci (UFS)

Gabriele Cornelli (UnB)

Luca Pitteloud (UFABC) 

Maria Cecília Gomes dos Reis (UFABC) 

Rainer Guggenberger (UFRJ)

Renato Matoso (PUC-Rio)

Rodrigo Brito (UFRRJ) 

Sandra Rocha (UnB) 

Wanderson Flor (UnB)

 

 

Comissão Organizadora

 

Agatha Bacelar (UnB)

Andre da Paz (UnB)

Ariadne Coelho (UnB)

Camila Condilo (UnB)

Fernanda Pio (UnB)

Gabriele Cornelli (UnB) 

Gabrielle Cavalcante (UFC)

Gustavo Gomes (UFMG)

Henrique Modanez (UnB) 

Marcela Diniz (UnB)
Marcos Santos (UnB)

Mariana Belchior (UnB)

Rodolfo Lopes (UnB)

Rosane Maia (UnB)

Silvio Marino (UnB)

Sussumo Matsui (UnB)

Tadeu Cavalcante (UnB) 

 

 

 

Apoio:

 

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